sexta-feira, 20 de novembro de 2009

LANÇAMENTO DO PILOTO



No último dia 16, lançamo-nos. Lançamo-nos, porque a ação foi coletiva. Lançamo-nos porque não saberíamos fazer se assim não o fosse. Lançamo-nos porque compreendemos que o fazer junto é mais significativo do que o bem fazer solitário. Diante da plateia, olhos curiosos se envolveram com as experimentações de professores e as experiências de colaboradores. A cena digna de ser divulgada nos ambientes escolares, misturava paciência e dedicação. Encerrava o ciclo, propunha reflexões sobre o real papel da educação e da comunicação, assim juntos, unidos.



O subúrbio desfolhando nas páginas do Almanaque que virou o mundo como um Inventus incomparável para as salas de aula, uma verdadeira Máquina de fazer Democracia. Não seria possível neste piloto abarcarmos todos os nossos desejos, mas deixamos as janelas das possibilidades abertas, assim, Na Lata! Afinal, compreendemos que para garantirmos uma educação verdadeiramente democrática, podemos fazer De um Tudo com o audiovisual. Voamos, sonhamos, mas acima disso, sempre acreditamos que seria possível. Sempre acreditamos que unindo Arte e Fatos iniciaríamos um processo que, fatalmente, seguirá, porque ele, o projeto, por si só mostra-se. Fala, e agora, ganhou vida. Redescobriu olhares, configurou espaços, mostrando que Aqui é Massa. Que aqui é possível!

E, encerramos nossa tarde, certos de que na Bahia educação se faz é Assim.

Claudia Pessoa.

MAIS DE CLAUDIA:

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

IAT LANÇA PROGRAMA-PILOTO DA TV ANÍSIO TEIXEIRA

Com o objetivo de promover a troca de experiências entre emissoras de televisão e instituições que utilizam o audiovisual como suporte para projetos pedagógicos e/ou educacionais, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), através do Instituto Anísio Teixeira (IAT), em parceria com a Secretaria de Educação à Distância (SEED), por meio da TV Escola, promove nos próximos dias 16 e 17 de novembro, no Teatro do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), o I Encontro Nacional Educação + Televisão. Na ocasião, será lançado o programa-piloto Almanaque Viramundo, desenvolvido pela TV Anísio Teixeira, um projeto estético-pedagógico do IAT.

Além de minicursos, grupos de trabalho e painéis apresentados por programas televisivos e instituições sociais que possuem experiência na área, os educadores inscritos no encontro deverão participar de palestras baseadas em princípios da arte-educação, da educomunicação, do uso de tecnologias educacionais e da modalidade educação à distância, que serão ministradas por especialistas. As discussões realizadas nos grupos de trabalho serão sobre temas relacionados à comunicação, política, cidadania, televisão e cultura no Brasil.

De acordo com a coordenadora geral do encontro, Ana Cláudia Cavalcante, a ocasião é uma oportunidade para que haja interação entre profissionais das áreas da educação e da comunicação. “O evento é uma troca de conhecimentos entre representantes dos segmentos para discutir e promover o intercâmbio de informações sobre esses eixos e diretrizes”, afirma a coordenadora.

TV Anísio Teixeira - Um projeto que objetiva provocar, em sua audiência, uma reflexão crítica e ética dos meios de comunicação e fazer com que os educadores possam ter uma visão mais ampliada e analítica de produções audiovisuais.

A grade de programação é fundamentada nos princípios da arte-educação. A ideia é produzir programas, pautados na necessidade da comunidade escolar, que colaborem para a formação inicial e continuada dos educadores e funcionem como instrumento para a expressão da diversidade artístico-cultural do Estado.


Publicado originalmente em:

terça-feira, 10 de novembro de 2009

GINCANA COM CONHECIMENTO

Educadores da TV Anísio Teixeira e do Colégio Central.A Gincana do Conhecimento é uma atividade recreativa e educativa que visa desenvolver habilidades e estimular a busca por novos conhecimentos nos alunos (membros das equipes) do Ensino Médio das escolas públicas do Estado da Bahia. As tarefas têm caráter cultural, social e pedagógico, privilegiando a realidade sociocultural de onde a unidade escolar está inserida.

Alunos das Equipes Amarela, Verde e Vermelha.Desta forma, além de entreter, através de atividades lúdicas, a gincana incentiva os estudantes a estarem mais comprometidos com a sua vida escolar, promovendo uma integração entre o lazer e a educação. As questões que fazem parte do jogo se relacionam com os conteúdos curriculares e os temas transversais.

Aluno participando ao vivo.Este projeto, parceria entre a Rádio Sociedade e a Secretaria da Educação/IAT, tem como consultores pedagógicos os educadores da Rede Anísio Teixeira. Já participaram do evento a Escola de Aplicação, a Escola Parque – Classe IV e o Colégio Central.

O comunicador Expedito Magrini.É importante ressaltar que a Gincana do Conhecimento é uma atividade que está a serviço do processo ensino-aprendizagem, não devendo haver mal entendidos no que se refere a essa peculiaridade. Isto quer dizer que, nesse evento, o caráter pedagógico nunca poderá ser encarado apenas como um pretexto para a realização de atividades recreativas, dentro das unidades escolares.

Texto adaptado pela professora Cláudia Pessoa. As fotos foram originalmente publicadas no site da Rádio Sociedade http://www.radiosociedadeam.com.br/capa/foto.aspx?gid=39638

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

AVISO DE LICITAÇÃO

TV Anísio Teixeira.DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO
Salvador, Bahia · Terça-feira
29 de setembro de 2009
Ano · XCIV · No 20.094


Pregão Eletrônico nº. 016/2009, Abertura: 09/10/2009, às 09h30 (Horário de Brasília) Órgão Interessado: SECRETARIA DA EDUCAÇÃO/IAT/DIRFE
Local: Site: http://www.comprasnet.ba.gov.br/ e/ou http://www.licitacoes-e.com.br/.

Objeto: Contratação de Empresa produtora de peças audiovisuais para compor a programação local da TV Anísio Teixeira
Família: 01.62

Os interessados poderão obter informações e/ou Edital e seus anexos, gratuitamente, na SEC, situada na 6ª Avenida nº 600, 1º andar Sala 102 - CAB, Salvador- Bahia, Telefax: (71) 3115-1320 ou pela Internet http://www.comprasnet.ba.gov.br/ e/ou http://www.licitacoes-e.com.br/.// Salvador, 28 de setembro de 2009.// Jorge Moacyr de Carvalho e Silva – Pregoeiro Oficial.

Publicado originalmente em: http://www.sec.ba.gov.br/iat/conteudo_2009/licitacao.html. Acesso em: 01/10/2009.

domingo, 20 de setembro de 2009

NAS ONDAS DO RÁDIO

Máquina de Democracia – Educação nas Ondas do Rádio (ouça o piloto).

Com base em determinações da portaria 9.004/2008 que institui o Programa de Difusão de Linguagens e Tecnologias da Comunicação Rede Anísio Teixeira, o Máquina de Democracia - Rádio (21/09/2009) é um programa jornalístico especializado em Educação, observando os princípios básicos da ética, isenção e credibilidade, ao vivo (com inserções previamente gravadas), diário, e voltado para atender as necessidades do nosso ouvinte-alvo: educadores da rede pública de ensino. O programa deve, ainda, envolver toda a comunidade escolar, pais, funcionários e alunos. Dessa forma, pode ser associado com a proposição GINCANA DO CONHECIMENTO, da rádio Sociedade, um espaço voltado para o estudante da rede, que deverá contar com a consultoria e supervisão da equipe de educadores que atuam na Rede Anísio Teixeira. A GINCANA consiste na aplicação de tarefas relacionadas com um projeto lúdico-pedagógico para estudantes do Ensino Médio. Nesses jogos, serão abordados conteúdos interdisciplinares.

[...]

O Máquina de Democracia – Rádio terá sua versão audiovisual (TV) e sua página no Portal da Educação do Estado da Bahia, de acordo com a proposta de convergência entre linguagens e tecnologias da comunicação, diretriz do Programa Rede Anísio Teixeira. A Rede foi construída para integrar os projetos da TV Anísio Teixeira, Portal da Educação, rádio web e publicações impressas, socializando informações e conhecimentos para a rede pública de ensino, constituindo-se numa poderosa ferramenta de Educação a Distância.

[...]

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

HOMO AUDIOVISUALIS

Foto: Peterson Azevedo.Para muitos, eram só simples objetos espalhados pela calçada. Não estava nem chovendo ainda, mas o vendedor se antecipava às nuvens, vislumbrando uns trocados, na esperança que o tempo mudasse. Só então notariam seus artigos. Antes disso, porém, alguém parou. Mesmo sem chuva, parou e olhou. Olhou e enquadrou, revelando o que muitos não viam.

Foto: Peterson Azevedo.Tem sido assim: de "arbusto espinhoso" para "homo audiovisualis", geração III - a que consome, compreende e produz imagens -, nosso colega corrobora a teoria do Darwin. For your information - e sem nenhuma intenção, pelo menos explícita -, "arbusto espinhoso" é o significado de "azevedo" (rs...).

Abração, meu amigo!



quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A ROSA

Claudia Pessoa. Foto: Cristiane Britto.
Fazia muito tempo que eu não esbarrava pelas cenas da vida com alguém tão visceral e sensível. Franzina e de sorriso largo ela carrega em seus sapatinhos de onça toda delicadeza e criatividade que a arte de documentar precisa. Filmar? Não!!! Definitivamente, este não é o seu papel social. Longe disso. Ana cria, sensibiliza e move cérebros. Muito mais do que possibilitar experimentações, suas aulas serviram como motivações de vida. Inquieta em si mesma, convidou-nos a sonhar junto com ela.

Ana Rosa e Arnold Ridel, na gravação do Bahia Assim para a TV Anísio Teixeira.Ousada, provocante em suas construções nos convidou a seguir, mesmo sem sabermos quais eram os caminhos e onde chegaríamos. E percebam que nem chegamos ainda. Até o dia que seu sorriso brilhante transformou-se em lágrimas desconcertantes. Era a vida destruindo nosso pedaço de sonho. Era a realidade crua, nua e pobre que nos oprimia como oprimia aquela comunidade em que a moça trabalhava. Não podíamos sentir sua dor, mas sentimos todas as outras dores que, outras vezes, também vivenciamos. Aqui, nesta sala, fomos cúmplices na dor. E seu sorriso teimava em sair, mesmo amarelado pela angústia da perda. Seguimos. Seguimos certos de que aquele era mesmo o nosso papel. Outras Macabéas surgiram nas esquinas que criamos. Novos olhares se abriram caminhando pelas ladeiras do Nordeste de Amaralina. Acho mesmo que aprender é um misto de sonhar e acreditar. Não, não ... perserverar com delicadeza. Reunir conteúdo, conhecimento e ampliar em saberes pautados pela arte. Nas vielas do subúrbio seu olhar distinto capturou imagens singulares e respeitáveis cenas mortas ganharam vida. Ana é assim, uma Rosa.

video

Claudia Pessoa
Educadora
P.S. As fotos são de Cristiane Britto e o vídeo (cru) de Geraldo Seara.


MAIS DE CLAUDIA:
Nós Marcianos
Economia da Música
Vamos botar nosso bloco na rua?
Lançamento do Piloto
Gravação Bahia Assim 3

terça-feira, 28 de julho de 2009

V SEMCINE

Lilia Rezende, Marcia Pereira, Marilu Dantas, Cristiane Britto, Geraldo Seara, Elzeni Bahia, Peterson Azevedo, Joalva Moraes, Claudia Pessoa, Marcia Barros, Lucia Marsal, Marcus Leone, Armando Castro, Dora Almeida, Nildson Veloso, Geize Gonçalves e Carlos Barros.Realizado no Teatro Castro Alves, de 27 de julho a 1º de agosto/2009, o V Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual trouxe a Salvador, para juntar-se aos talentos locais, grandes nomes ligados à literatura, às novas tecnologias, ao teatro, ao vídeo e ao cinema. Foram 6 dias de muita informação, muitas mostras de filmes e muitos debates.

As mesas redondas, num total de seis, foram pensadas para que as discussões fossem as mais amplas possíveis, mas, na prática, os atrasos e, por conta disso, o tempo destinado às manifestações da platéia, não foram tão ricas quanto poderiam ter sido.

Os temas das mesas foram os seguintes:

I - Godard: cinema e poesia;
II - Quando o cinema é arte;
III - O futuro do cinema;
IV - O oriente cinematográfico;
V - Pensar o cinema;
VI - A insustentável leveza dos muros, cinema e política.

Educadores da TV AT.

Por ser este o ano da França no Brasil, a primeira projeção foi a do filme Histórias do Cinema, seguida da primeira mesa, que discutiu sobre a genialidade de Godard,

que mesmo sendo o mais pessimista dos cineastas contemporâneos, revela-se como o maior guia para os futuros operários do que hoje chamamos de audiovisual. Cineasta ortodoxo, Jean-Luc Godard acredita na chegada messiânica de um novo modo de entender o mundo: a imagem como linguagem. Ainda moramos sob o poder de Gutemberg, não se cansa de repetir (...) .

Assim é que, segundo Walter Lima, o foco do seminário, seria o de reeducar o olhar e estimular a sensibilidade das pessoas para com a sétima arte.

Como educadores da TV Anísio Teixeira, mergulhamos naquele universo, ora aprendizes, ora críticos e ora alienígenas, ante um certo estranhamento diante de algumas das peças audiovisuais exibidas, além das performances que se sucediam ao vivo. Esse estranhamento, pode ter sido provocado tanto pela preferência estética do diretor, quanto pelas questões culturais, já que assistimos a produções de várias partes do planeta, incluindo as de Bollywood.

Confirmamos, que nosso aprendizado, ainda que sucinto, das oficinas das quais temos participado, como parte de nossa formação em audiovisual, tem nos dado ferramentas para análise fílmica, o que é bastante útil para nosso trabalho na TV AT.

As demais mesas seguiram abordando a arte, o cinema e seu futuro, de vários ângulos, além da política, sendo esta última bastante pensada, sobretudo ante a burocracia, embargos e coisas tais.

Sem dúvida, lucramos todos com este Semcine e ansiamos por outras oportunidades de ver o que pensam e como fazem cineastas e videomakers daqui e de outros mundos.



Geraldo Seara e Marcus Leone.

MAIS DE GERALDO:
Petnografia
Homo Audiovisualis
Inspirado pelo Bahia Assim
A quem interessar possa
Gravação de Anônimos: O sorriso de Seu Antônio (txt + vídeo)
Fé Cênica, making of (vídeo)
Curso de apresentação para tv (vídeo)
Pré-produção em Ilha de Maré (vídeo)
Participação no documentário OMNIBUS (vídeo)

MAIS DE MARCUS:
Das Campanhas Educativas
Pés livres
Não Afaste Quem Se Ama (vídeo premiado)
Documentário Omnibus - Universo em Movimento

terça-feira, 21 de julho de 2009

QUESTÃO DE ORDEM

Carlos Barros.
O que é uma sala de aula?

A questão, com sua aparência simples e até non sense revela um debate preciso (por que necessário) e impreciso (por que inconcluso).

A sala de aula nasce no contexto medieval como uma nova forma de agrupamento para o aprendizado, em contraste aos modelos das Academias Clássicas. No modelo clássico, em que a discussão e a dialética eram proeminentes, os discípulos estavam vinculados aos mestres por laços profundos de pedagogia (a arte/ciência de conduzir). As vidas estavam entrelaçadas pela filia e pela responsabilidade cotidiana do mestre de apontar caminhos para os efebos (normalmente do sexo masculino).

Na sala de aula, os docentes – ligados em maior ou menor grau ao clero – apresentam aos seus alunos (ainda rapazes) conhecimentos sobre o mundo, sobre a vida, sobre tudo, sem estarem imersos no contexto diário e total dos indivíduos a quem ensinam.

Desta sucessão entre Ágora e sala de aula, nasce a Escola Moderna no ocidente. Nela, um laboratório se constroi no sentido de fazer experimentar-se a vida através de saberes considerados necessários para o chamado “bem comum”.
Sem mergulhar na questão de validade da noção acima enunciada, o coletivo que se expressa neste comum espera da escola que ela possa preparar os indivíduos para a existência na “civilização”.
Escolar é civilizar.
Os tempos passam, as meninas podem estar na escola, o ocidente se esprai, o mundo muda e a escola passa a figurar como lócus do questionamento de si mesma.
A cultura prova que sua validade se põe em cheque quando não consegue responder ao civilizar local, à necessidade de experimentar com os indivíduos construções que se coloquem à disposição do agora, do aqui, do logo adiante. A escola e a sala de aula se colocam diante da premência de ampliação; seus limites se mostram restritos diante da lua, da nave, da fome e da miséria humanas.
A escola e a sala de aula são forçadas a sair das paredes e ganham os ares. O avião sobrevoa o espaço das ondas que buscam atingir o que a sala não contém: o voo dos indivíduos, as asas de gente que ganha corpo, mas não realiza o pretenso caráter “civilizador” da escola.

A escola busca na energia/matéria eletro-magnética do rádio e da TV chegar aos corações/mentes e fazer a “civilidade” – no seu mais prático sentido – se efetivar.

A escola na TV não é a TV da escola.

A escola na TV é uma possibilidade de estarmos recuperando a penetração de um instituto que se desinstituiu, se desfez, se relativizou tanto a ponto de perder-se na sua identidade perdida...
A escola na TV é uma possibilidade, uma potencialidade, pensada como portal de saberes.

Quem há de saber?

A escola na TV há de fazer saberes se construírem, como numa ampla sala de aula em que individualidades e sujeitos possam comunicar anseios e apreciar reflexivamente conteúdos em que valores destes próprios sujeitos estejam contidos?

À escola cabe ampliar e à escola cabe preservar.

À escola na TV cabe ampliar, preservar e difundir.

Santa Clara que nos valha.

Sabe mesmo o que são elétrons na tela e sujeitos em ação?

Uma sala de aula!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A REALIDADE E A FICÇÃO

Nildson B. Veloso. Foto: Peterson Azevedo.
Às vezes ficamos a pensar como uma determinada personagem pode ser tão maquiavélica dentro de uma obra ficcional. Será que ela se mostraria assim dentro de uma realidade? Difícil responder a isso. Pois, somos constituídos de diversas formas de pensares que sinceramente não me surpreenderia se alguns de nós tivessem atitudes que nos deixassem tontos naquele momento.

A obra de Nelson Rodrigues já foi acusada de nos mostrar uma realidade grotesca e exagerada do ser humano. Se considerarmos que a arte imita a vida, logo veríamos o quão somos torpes e cruéis dentro de alguns universos dramatúrgicos. Logo então nos indignamos com nós mesmos. Como eu seria capaz de cometer esse ou aquele ato com o meu próximo?! Exclamariam alguns. Será que a ficção tem o direito de expor as nossas mazelas?

A ficção para alguns foi criada para nos transportar da nossa realidade, para que possamos sonhar com as utopias. Para outros não, a ficção existe para que possamos refletir as nossas vidas e os nossos atos e tentar de alguma maneira melhora-los ao reconhecê-los.

O fato é que estas formas existem para que nós as vivenciemos conforme as nossas histórias de vida e convicções. Portanto, a ficção cumpre o seu papel quando nos faz pensar de alguma maneira naquilo que estamos prestando atenção. Ela nos prende sempre, mesmo que no primeiro momento pareça menos interessante para nós. Ela sempre levará alguma vantagem em relação à realidade, pois, poderemos nos desligar da ficção a qualquer momento, enquanto que a realidade dura, cruel, boa, feliz, triste etc, não terá esta possibilidade de abandono.

Muito interessante seria viver a ficção durante a maior parte da vida não é mesmo? Poderíamos recriar uma realidade que as nossas convicções indicassem, e provavelmente iríamos ser muito mais felizes, mesmo sendo esta realidade uma ficção. Mas, e daí? O que as difere está justamente no nosso ponto de vista.

Nildson B. Veloso.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

MUDEI O ROTEIRO

A roteirista Iara Sydenstricker e a professora Cristiane Britto.O que é um roteiro??? Como fazê-lo? Como pensar uma história para ser contada no audiovisual? Antes disso, meu pensamento era só os substantivos, verbos, poesias, construção de parágrafos, tecnologia... E os dias se passavam assim, até chegar a primeira Oficina da TV Anísio Teixeira.

Olhando uma foto, feita em close, lá estava minha mão, nela uma caneta, um texto numa folha de ofício e com a minha letra escrito “argumento e roteiro”. A foto para quem olha não diz absolutamente nada. Por trás da foto, há um mundo de informações.

Um dia, chega em nossa sala uma mulher alta, branca, olhos claros, sobrenome estranho. Foi-nos apresentada a roteirista Iara Sydenstricker. Chegou perguntando sobre nós. Quem éramos, mesmo, nós? Professores. No nosso roteiro, o papel principal era ser professor. Cada um sabia bem o roteiro da aula, da sala, da escola. Ela chegou perguntando o que era que nós queríamos neste projeto, e foi anotando sobre cada um de nós, nossos nomes, nosso anseios, para, quem sabe, um futuro roteiro de programa.

Começava naquele momento a segunda mudança de roteiro: “sai da escola” , “entra na TV AT”, “corta para oficina de roteiro”, “sobem os créditos..." e com vocês, cenas dos próximos capítulos.

Da caixa de roteiro foram saindo Na Lata, Anônimos, Inventus, Bahia Assim, Aqui é Massa, Realize, ArteFatos... Nossas ideias ganhavam corpo, forma, tempo, espaço. As ideias tornaram-se palavras, cenas. Fazer e refazer. E novamente fazer e refazer. Exercitar o desapego à criação. Exercitar a criatividade, a criação, a paciência, a resistência. Ouvir que o que foi feito não ficou bom e tentar fazer melhor: lições daquela mulher com sobrenome estranho e sorriso largo. E saber o que é escaleta, o tempo que as coisas ocupam numa televisão, que nem toda idéia é audiovisual.

Finda a oficina de roteiros, já não éramos mais os mesmos. Queríamos criar mais e mais. Saber os nomes das coisas da televisão. Já não nos bastavam as aulas, as salas, o quadro-negro. Queríamos criar histórias para serem contadas, documentar o mundo, sugerir lugares. Enfim, roteirizar.

E quanto a mim, vi meu roteiro completamente mudado. Substantivos e planos, verbos e enquadramentos, poesias e escaletas, parágrafos e argumentos....

Sobem os créditos:
IARA SYDENSTRICKER


Cristiane Britto.


Mais de Cristiane:
I Encontro Pedagógico
Mudei o roteiro
Gravação do Bahia Assim
Oi nois na fita

quarta-feira, 17 de junho de 2009

DAS CAMPANHAS EDUCATIVAS

Marcus Leone.







Um dia
Homens, mulheres e crianças
Sonhos...

TV AT

Atenção, atenção!
Criatividade, informação
Beleza, alegria, educação,
Tudo isso a preços módicos.

TV AT

Aqui, o preço é o desejo de aprender
A criatividade, emana do ser
A melhor estratégia de marketing
É ESTAR INTEIRO NO QUE SE FAZ.

VER TV AT

TE VER, SE VER

TV AT

SE VER, TE VER

TV AT


Marcus Leone.

MAIS DE MARCUS:
Das Campanhas Educativas (poema)
Pés livres (visita à TVE)
Não Afaste Quem Se Ama (vídeo premiado)
Documentário Omnibus - Universo em Movimento

terça-feira, 16 de junho de 2009

OFICINA DE INTERPRETAÇÃO

Viviane Paraguaçu.A importância das Artes Cênicas na educação

Como parte do processo de formação destinado a nós professores selecionados para atuar no projeto da TV Anísio Teixeira, constava uma Oficina de Teatro, que foi divinamente ministrada pelo ator/professor Marcelo Praddo.

Mesmo já tendo formação na área e apesar de não estar atuando como atriz há algum tempo, fiquei muito interessada e empolgada, afinal, fazer teatro é maravilhoso!

O teatro atua no processo educativo, trazendo vários benefícios, tais como desinibição, integração de equipes, consciência corporal e vocal, atua para melhorar a dicção e articulação de palavras, sendo, assim, de grande valia para os profissionais que atuam com a voz, o gesto e o corpo, como professores, advogados, médicos, jornalistas, enfim, para todas as pessoas de todas as idades, e isto já tem comprovação científica.

Trabalhar com um grupo não é fácil, principalmente num mundo competitivo e individualista em que vivemos. Não somos estimulados, na família e na escola, a sermos mais atentos a sinais gestuais e corporais, a nos preocuparmos com o “outro”, com os seus sentimentos, emoções e desejos; costumamos olhar mais para nosso próprio umbigo e somos estimulados a isto o tempo todo. Vestibular, concorrência no ambiente de trabalho, sede de sucesso e ambição desmedida pode levar-nos ao século da “barbárie”, como diz a estudiosa Sonia Kramer em seu ensaio Infância, cultura contemporânea e educação contra a barbárie (revista da Faculdade de Educação da UERJ, ano 1. pag.135-46 jul/dez 2000). No texto, ela discorre sobre a importância da arte na luta por uma educação contra a barbárie, na qual estamos vivendo.

O Teatro apesar de ter seus próprios conteúdos específicos, sendo uma arte milenar, presta-se de forma já bastante utilizada a objetivos pedagógicos. Muitas escolas - inclusive da rede estadual -, têm obtido mais empenho, dedicação e resultados escolares (notas, comportamento mais adequado ao ambiente escolar, etc.) ao utilizarem Oficinas de Teatro no currículo escolar.

Geraldo Seara, Viviane Paraguaçu, Joalva Moraes, Marcus Leone, Marcelo Praddo, Peterson Azevedo, Nildson Veloso, Cristiane Britto, Armando Castro e Geize, após leitura dramática.Para nós professores, fazer teatro, além de tudo isto, é um enorme prazer. O teatro diverte, aumenta a auto estima e estimula a criatividade. Por todos os motivos expostos até aqui e, principalmente, por trabalhar em um grupo tão unido, dedicado e criativo é que foi muito bom ter participado desta oficina. Vamos fazer teatro!

Três Vivas a Dioniso o Deus do Teatro!!! Viva, viva,viva!!!

Viviane Paraguaçu
Educadora, atriz e diretora teatral.

TELETEATRO: O RETORNO

Nildson B. Veloso.Um dos fatos que marcaram minha infância foi o de ter visto, pela primeira vez, uma cena de novela, lá pelos anos 70. Em tal cena, havia uma menininha numa cadeira de rodas com aquele ar de sofrimento. Me senti muito triste ao vê-la naquela cadeira. A novela era Fogo Sobre Terra e a atriz era Rosana Garcia.

Anos depois, descobri que aquela situação era tudo de faz-de-conta. Fiquei muito confuso, pois como uma pessoa conseguia fingir tão bem? Ainda mais uma criança! Minha mãe então me explicou que aquilo era novela e que era tudo de mentirinha. Até então eu pensava, lá com minha cabeça de infante, que o nome “novela” se referia ao horário “nove”. E foi desde então que comecei a gostar daquelas mentiras que contavam pra gente na televisão. Aquilo era muito bom!

Bem mais tarde, já na minha adolescência, passei a cultuar o gosto pelo fazer aquela “mentira permitida” e, mesmo sem ter alguém na família com algum passado na área, comecei a pensar que era aquilo que queria fazer: Teatro! A imagem daquela menininha (Vivi) não me saía mais da cabeça. Caso pensado, decidi estudar teatro com o intuito de fazer aquilo que eu via todas as noites em minha casa.

Ainda na faculdade, comecei a pesquisar sobre a interpretação televisiva e então cheguei até o teleteatro. Maravilha! Era tudo que eu procurava: o fazer televisão com a linguagem teatral. Passada a euforia, percebi que o teleteatro era uma expressão artística praticamente morta. Não se tinha mais notícia no país desse fazer.

Mas como as coisas ganham força quando elas têm que acontecer, então, eis-me aqui, trabalhando na TV Anísio Teixeira, coordenando o programa Teleteatro, numa retomada do hibridismo teatro-televisão, que nos proporcionará um retorno a essa indispensável e interessante forma de contar histórias.

Nildon B. Veloso.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

OS MOSQUETEIROS DA TV

Educadores da TV AT. Arte: Geize Oliveira. Clique para ampliar.A TV Anísio Teixeira reuniu vinte professores da rede para cumprir uma missão. Que responsabilidade! Fomos selecionados e, agora, estamos aqui. No início, desconhecíamos, ao certo, os nossos objetivos, mas vontade e determinação não nos faltaram. Definimos nossas diretrizes como educadores desta TV pública, aprendemos importantes conteúdos nas oficinas e seminários de roteiro, de produção, de introdução à comunicação e ao jornalismo. Acima de tudo, formamos uma equipe.

Pensando numa TV educacional a serviço da rede pública de ensino do nosso Estado, começamos a idealizar programas que fossem úteis ao processo de ensino e aprendizagem, além de reiterar a função do Instituto Anísio Teixeira – IAT, relacionada com a formação dos nossos professores, por meio da experimentação, inovação e pesquisa.

Tomando como base conceitos da Arte-educação, discutimos o lastro pedagógico dos programas, sem separar conteúdo de forma. Buscando conhecer as linguagens e códigos que compõem o discurso audiovisual, surgiram duas idéias que foram desenvolvidas nos programas-piloto, os quais juntamente com o projeto da TV AT irão formar nosso portfólio.

O Almanaque Viramundo é uma revista eletrônica inspirada nos velhos almanaques que apresentam muitas informações, além de curiosidades e diversão. Entendemos nosso Almanaque como um programa de variedades que propõe reflexões e discussões sobre música, literatura, teatro, cinema, dança, e demais manifestações artísticas. O mesmo também apresenta cidadãos interessantes, comuns ao cotidiano socioescolar; ilustra momentos do desenvolvimento das ciências no mundo; leva o telespectador para lugares inusitados, fora do circuito do turismo comercial; mostra uma Bahia diversa, única, longe do que é mostrada no mercado midiático; revela ações sociais voluntárias desenvolvida pela comunidade escolar ou ONG´s. Enfim, muitos pedaços compondo uma única peça, o Almanaque Viramundo é uma verdadeira colcha de retalhos bem estampados e coloridos, com a cara da Bahia.

O outro programa é o jornalístico Máquina de Democracia. A primeira intenção foi unir os princípios educacionais ao processo comunicativo, fazendo alusão às máquinas da comunicação. As vinhetas trazem imagens e intervenções sonoras que remetem a essas máquinas. De acordo com o patrono da TV, Anísio Teixeira, “só existirá democracia no Brasil no dia em que se montar no país a máquina que prepara as democracias. Essa máquina é a escola pública”.

O Máquina de Democracia conta com três editorias interligadas: educação, cultura e ciência. O objetivo da produção é levar jornalismo especializado em Educação para a Rede Pública de Ensino da Bahia, estabelecendo pontes entre o ensino superior e o ensino básico, por meio de entrevistas com especialistas; popularizando as ciências na Rede e colaborando para que a comunidade escolar tenha conhecimento de produções artísticas e culturais.

Mas a grade de programação da TV AT não fica por aí. Idealizamos programas que mostram as manifestações artísticas da Bahia, das tradicionais até as mais recentes, que discutem questões sobre sexualidade, contando com a participação de alunos da Rede e apresentam sessões de teleteatro. Também são contemplados temas como direitos humanos, tolerância religiosa e respeito às diversidades (étnico-racial, de gênero, de orientação sexual), os medos infantis, biografias de educadores brasileiros, mitos africanos, Educação a Distância ...

Além de atuar na concepção dos programas, ainda temos o compromisso de conhecer a produção dos nossos parceiros estratégicos, como TVE/ IRDEB, TV Escola/ MEC, TV Brasil, TV Paulo Freire, TV UEFS, TV UFBA, TV UNEB, etc. Em resumo, a TV Anísio Teixeira é uma iniciativa pioneira, concebida por educadores, artistas, comunicadores e técnicos e dedicada a toda comunidade escolar. Para chegar até aqui, tivemos que lutar um por todos e TODOS PELA EDUCAÇÃO.

Jô Moraes.

Mais de Jô:

INSPIRADO PELO "BAHIA ASSIM"

Geraldo Seara.O SUBÚRBIO DO "BAHIA ASSIM"

O que foi felicidade
Me mata agora de saudade
Velhos tempos...
Belos dias!
(Roberto e Erasmo)

Eu me lembro com saudade...

Um dos meus sonhos era andar de trem. Costumava vê-los na televisão Telefunken, quando eu era televizinho de alguém, e era inevitável inserir, na trilha do meu pensamento, o som do trem-de-ferro, quando este ia pra Pernambuco, fazendo vuco-vuco, até chegar no Ceará. E alimentava o sonho de andar num, qualquer dia... Nem sabia que o "progresso" tinha planos de arquivar locomotivas e estradas de ferro, ante a chegada das rodas de borracha.

Lá onde eu nasci - dizem! - tem gente fugida até hoje, desde o dia em que, num início de noite, luzes foram avistadas na estrada de terra batida, se aproximando do arraial. Foi gente pra tudo quanto é lado! Os corajosos que sobraram - dos quais devo ser um descendente - elucidaram o mistério: era um Ford bigode anunciando que o progresso estava chegando e, com ele, os inserts no meu sonho: consegui andar de marinete, de jeep e de rural. Trem mesmo, só o das 11, no alto-falante da praça.

Um dia, já na Bahia - era assim que chamávamos a capital - num dia de feira, um furdunço só: feirantes correndo pra retirar, apressadamente, os tabuleiros da rua, ao som de uma buzina grave, forte e bem alta. Tabuleiros já de um lado e de outro e ali, bem no meio, surgiu majestoso, e passando, um trem! Uau! Um trem!!! Parecia vindo do além, pois do nada surgiu. De onde veio mesmo? Pra onde ia? - Do subúrbio pro porto, via Feira de São Joaquim!

No dia seguinte, da Calçada ao último destino lá fui eu, feliz da vida! Igual a como passando num subúrbio, eu muito bem, vindo de trem de algum lugar... Viva o Chico! As casas simples com cadeiras na calçada... Tudo, tudo ali. Meu sonho se concretizou. Não perdi aquele trem!

Viajei outras vezes pra ver mais, além das paisagens. Chamou-me a atenção os escritos nas paredes dos vagões. Nomes e datas descortinavam a vida daquela gente.

Pra minha surpresa, muito tempo depois, já como professor, conheci a dona de um dos escritos. Alguém que, entre outras coisas (lícitas!), também comemorava os aniversários no trem. Estou falando de uma professora chamada Dayse, do Colégio 7 de Setembro, no subúrbio. (Cris a conhece). Quanta história de trem essa moça tem pra contar!...

Cris e Claudia, muuuuuuuito obrigado. Vocês me levaram de volta pra lá!

Abração,

MAIS DE GERALDO:
Petnografia
Homo Audiovisualis
V Semcine
Inspirado pelo Bahia Assim
A quem interessar possa
Gravação de Anônimos: O sorriso de Seu Antônio (txt + vídeo)
Fé Cênica, making of (vídeo)
Curso de apresentação para tv (vídeo)
Pré-produção em Ilha de Maré (vídeo)
Participação no documentário OMNIBUS (vídeo)

GRAVAÇÃO DO "BAHIA ASSIM" 3

COMENTÁRIO I

Cris,

Você preferiu tomar emprestadas palavras ... eu lembrei de músicas que me aproximaram desta mesma estação. Lembrei de meu avô, pai de criação, um dos primeiros maquinistas da LESTE. Lembrei de como eu ficava nos vagões me sentindo em casa. Fazendo o percurso Calçada- Paripe e achando tudo isso o máximo. Lembrei do medo do túnel, lembrei das vezes que tive que abaixar para não receber dejetos e ri pra caramba com isso. Lembrei das vezes que tínhamos que correr dos guardas, porque estávamos atravessando o "buraco" da estação. Lembra Petno? Aposto que você deve ter feito isso também um milhão de vezes ... só para cortar caminho. Lembrei de seu Jonga, um ceguinho, que entrava sempre no trem pedindo uns trocados e fazendo sua "mode viola".
Pisar na água de São Tomé me lembra o final-de-semana quando a praia não é de longe o que foi ontem. Lembrei de mim mesma. Lembrei do meu passado ... e tive saudades.
Foram me chamar
Eu estou aqui, o que é que há
Eu estou aqui, o que é que há
Eu vim de lá, eu vim de lá pequenininho
Mas eu vim de lá pequenininho
Alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho

Alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho
Sempre fui obediente
Mas não pude resistir
Foi numa roda de samba
Que juntei-me aos bambas
Pra me distrair
Quando eu voltar na Bahia
Terei muito que contar
Ó padrinho não se zangue
Que eu nasci no samba
E não posso parar
Foram me chamar
Eu estou aqui, o que é que há
Claudia Pessoa.

MAIS DE CLAUDIA:
Nós Marcianos
Economia da Música
Vamos botar nosso bloco na rua?
Lançamento do Piloto
A Rosa

domingo, 24 de maio de 2009

GRAVAÇÃO DO "BAHIA ASSIM" 2

Cristiane Britto.A ARTE DE VIAJAR

Oi Povo!

Se fosse por vontade minha teria, feito um texto poético (...), mas sempre me faltam palavras, porque sobra aventura! Então roubo as palavras de outros que dizem melhor do que eu aquilo que sinto. Vai para vcs o registro do que aconteceu e um poema do Mário Quintana.

Beijos no coração,

Cristiane Britto.


A VERDADEIRA ARTE DE VIAJAR

A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!

Mario Quintana - A verdadeira cor do invisível.

Gravação Piloto: Arnold, Ana Rosa e Militão.

Arnold e Ana Rosa.

Ana Rosa e Marcelo Praddo.


MAIS DE CRISTIANE:
I Encontro Pedagógico
Mudei o roteiro
Gravação do Bahia Assim
Oi nois na fita

quarta-feira, 20 de maio de 2009

GRAVAÇÃO DO "BAHIA ASSIM" 1

A BAHIA DO JEITO QUE É

O Bahia Assim nasceu da vontade de muitos. Eu, que nem estou responsável por ele, meti-me a participar, mesmo sem ser convidada. Mas, o importante é garantir a idéia central do projeto: mostrar a Bahia que muitos insistem não ver pela TV. Os olhos das câmeras não espiam por estas bandas e dizem até que surge um ar de desprezo em tentar descobrir a singularidade e a riqueza de espaços tão desprezados. É notório. Para as regiões periféricas os olhares são sempre os mesmos. Para nós, não!

A região da vez foi o subúrbio ferroviário. E no grupo não tinha ninguém, além de mim, que conhecesse com tamanha maestria as vielas e becos deste espaço tão aprazível, tão íntimo. MEU LUGAR. Afinal, “eu vim de Periperi”. O convite foi pelos trilhos da ferrovia, recontar a história destes locais. Identificar sua gente, seus costumes, seus vícios.

Durou 2 dias. Gravações intensas, sede, praia, sol fervilhando na moleira, o mais especial: prazer. A imagem da igrejinha de São Tomé, o colorido das bicicletas em Lobato, as marisqueiras em Periperi, a ponte em Plataforma e a feira de Paripe. Tudo mesclado, na medida exata. Os elementos da riqueza cultural de um povo guerreiro e que, por si só, nasce e se completa pela luta. As memórias de minha avó, o lixo acumulado à beira mar, o sorriso desdentado, a vida que ninguém vê, mas que, naquele dia, ganhou o brilho de um cartão-postal.

Aguardem, novos olhares para quem vive nas encostas.

Cláudia Pessoa.

Para acessar o blog de Cláudia, clique aqui.

terça-feira, 19 de maio de 2009

A QUEM INTERESSAR POSSA

Márcia Barros, Carlos Barros, Dora Almeida, Geraldo Seara, Viviane Paraguaçu, Peterson Azevedo, Marilu Dantas, Nildson Veloso e Conceição Miranda. TEM DE TUDO NA REDE!

Vira e mexe, me perguntam: "Por que educadores numa TV?" Tenho respondido perguntando: "E por que não?" Aí, um mundo se abre pra quem, de fora, imagina que na rede só tem sardinha...

Você sabia que muita gente não consegue fazer a mesma coisa, todo dia, o tempo todo? Quem assim procede, (perdão!) já morreu e nem se deu conta disso.

O que que a Rede tem? Tem artistas, cantores, atores, roteiristas, cineastas, jornalistas, esportistas e fotógrafos, sendo todos, principalmente, licenciados nas áreas dos saberes do currículo das escolas e, sobremodo, defensores da Educação!

E como o tempo não para e nem velhos seremos, no momento, seguimos educomunicadores, na metamorfose ambulante...

Velha é essa a opinião sobre tudo, se é que VC me entende...

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

GRAVAÇÃO DO "MÁQUINA"

Jolva Moraes.
CIÊNCIA EM FOCO

A primeira reportagem sobre a popularização das ciências da TV Anísio Teixeira teve como produtora Gisela Tapioca e como diretora Gabriela Almeida. A pauta trazia indicações de confronto da ciência do laboratório e do jaleco com aquela do barro e da terra. Assim, resolvemos buscar informações sobre instituições que levam o conhecimento científico aos professores da rede pública e os desdobramentos dessa formação na prática pedagógica dos docentes.

Representando a ciência do laboratório, ouvimos a Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz que desenvolve o projeto Ciência na Estrada. Em parceria com o Instituto Anísio Teixeira- IAT, a Fiocruz também promove o curso Popularização das Ciências - Novas Abordagens Pedagógicas, contando com a participação de professores de Biologia, Química e Física da rede pública estadual.

Visitamos a sede do IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na Casa dos Sete Candeeiros, Ladeira da Praça, para ouvir a Coordenadora da 7ª Etapa do Projeto Pelourinho, a arqueóloga Rosana Najar. Escolhemos a arqueologia por se tratar de uma ciência pouco conhecida, mas que desempenha um papel fundamental no âmbito das ciências sociais. Em todos os encontros, procuramos relacionar as ações desenvolvidas por essas instituições à formação continuada e à qualificação dos professores da rede pública.

Essa reportagem fará parte do programa número zero da série Máquina de Democracia. Começamos com determinação, pouca (ou talvez nenhuma) estrutura e muita vontade. Enfim, é o início, apesar das dificuldades, com certeza, chegaremos lá.

Jô Moraes.

Para acessar o blog de Jô, clique aqui.

terça-feira, 12 de maio de 2009

GRAVAÇÃO DE "ANÔNIMOS"

Geraldo Seara.
O SORRISO DE "SEU" ANTÔNIO

No dia da gravação (05/12/08), "Seu" Antônio apareceu impecável! Acordou (nem dormiu!) às 5 e comeu muito feijão com arroz pra começar bem o dia e durar até onde desse. Ele sabia que o dia ia ser intenso, mas não tinha idéia do quanto.

A gravação começou pela Sorveteria, às 8h da manhã, só pra registrar a chegada dele e a coleta dos picolés. Mas, só ali, foram muuuuuuitos takes, com muitos transeuntes, muitas buzinas, música diegética demais da conta, muitos kill, e faz assim, e faz de novo... Em meio a tanto furdunço, a orquestra seguia afinada sob a firme e leve batuta de Luciana, que ainda teve tempo pra ensinar, explicando a razão dos tantos takes e planos, já pensando na edição. Foram duas câmeras, gravando simultaneamente, com Militão e Amina, mais a câmera de Daniela, registrando meio que making of. Aprender fazendo é tudo! Inda mais quando se vê, também, na prática, o tanto que já se aprendeu.

Mais takes e, depois, picolé pra todo mundo, de todos os sabores, servidos por "Seu" Arnaldo, o dono da sorveteria, e sua filha, Laís, felizes com a movie-mentação.

Do Bonocô ao Doron fomos em comboio: o carro da equipe, o de Pinduca, lindão! - o carro! - e mais um tomado emprestado, só por causa do ar-condicionado, pra levar o nosso Antônio que não parou de falar um segundo sequer, mas sem suar tanto, pelo menos.

Chegando ao Doron, o tempo mudou! (Bem que Mariana falou!) Mas, graças a Deus, logo mudou de novo e aí, sob a batuta, ônibus, ladeiras, subidas, descidas, boom, lapela, tudo fluiu. Tinha hora que a equipe parecia corda de caranguejo, mas como num balé, ora andando de costa, ora de lado, ora de frente, pra garantir o melhor. "Seu" Antônio sorria, mesmo cansado, repetia, subia e descia outra vez. E foi assim, com pausas pra picolés, pois, sensíveis à questão, colaboramos com a vendagem do dia.

E veio o meio-dia! e o cheiro que saía das janelas nos fazia delirar. Não fossem os picolés, teríamos invadido alguma cozinha... O que quer dizer mesmo catering by nos créditos hollywoodianos? Well, deixa pra lá. O importante é que "Seu" Antônio falou, contou suas histórias e até sambou. A equipe, que ficou gratuitamente bronzeada, está de parabéns!!!

14 horas: ainda havia takes pra fazer. Nosso semblante já não era o mesmo, de cansaço e de rango. Mas o sorriso de Seu Antônio...

Assista, abaixo, a um trecho do que foi descrito acima. As imagens foram captadas por uma câmera de 3.1 pixels (baixa resolução) e editadas com o Virtualdub.

Abraços a todos e a todas,

Geraldo Seara.


Mais de Geraldo:
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domingo, 26 de abril de 2009

ÓI NÓIS NA FITA...

Geraldo Seara, Cristiane Britto, Armando Castro, Marcus Leone e Peterson Azevedo. "É NOIS NA FITA E OS PRAYBOY NO DVD !" (Armando - cantor, professor e humorista da TV AT)

A tarde de visita à TVE foi maravilhosa, principalmente porque enquanto esperávamos para entrar no estúdio houve um ensaio fotográfico. Muiiiitas risadas e conversas jogadas fora!!!!

Dayane Sena (primeiro plano), Geraldo Seara, Cristiane Britto, Marcus Leone e Armando Castro.Bacana a iniciativa de Dayane Sena, nossa tutora na Oficina de Produção Audiovisual.

Olha aí o registro!

Os meninos sempre são ótimos!!!!

Beijos no coração,

Cristiane Britto.

Mais de Cristiane:
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sexta-feira, 17 de abril de 2009

VISITA À TVE

Marcos Leone.
PÉS LIVRES

Benditos pés que nos trouxeram até aqui! Pés pequenos que arriscam grandes passadas; pés grandes que se encaixam e compartilham os espaços, pés plantados que adoram a simplicidade de pisar na terra e senti-la de verdade. Também vejo pés leves e descolados; pés de doutor, pés gordos, magros, estressados; pés quase nus e recatados. O legal é ver todos eles juntos, diversificadamente misturados.

Eis que hoje, 17 de dezembro de 2008, instituiu-se o dia dos pés!

O capitão dedão comandou a levada do corpo. O destino foi apontado por ele. Por alguns momentos, o interruptor cerebral foi ajustado na posição OFF e seguimos... Pelo menos, hoje à tarde, o corpo pareceu mais leve.

A mente em descanso delegou o controle do corpo aos pés. Bendita plataforma guia que hoje nos impulsionou para onde não imaginávamos ir.

Hoje pisamos na TV PÉ, ou melhor, TVE... e assistimos a um balé dos sonhos. Vimos nossos pés anônimos inventarem a arte de fato. Acreditem: Isto aqui é massa!


Hoje realizamos um sonho. Entendemos que com os nossos pés podemos, de fato, virar o mundo!

Marcus Leone (Marcão) 17/12/2008

MAIS DE MARCUS:
Das Campanhas Educativas (poema)
Pés livres (visita à TVE)
Não Afaste Quem Se Ama (vídeo premiado)
Documentário Omnibus - Universo em Movimento

 
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