quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A Geografia e seus caminhos – contribuições na era da informação


Por Peterson Azevedo

Hoje, nosso papo é sobre os caminhos trilhados pela geografia contemporânea ou como alguns autores costumam chamar: geografia crítica. O termo “geografia” é utilizado desde o período conhecido como Antiguidade Clássica, termo muito utilizado para descrever os “acidentes” geográficos, ou melhor, os aspectos fisiográficos do planeta, como: o relevo, os tipos de biomas, as funções hídricas e físicas do rio, dentre outras. Por ser filha da ciência filosófica, a observação foi o ponto de partida para essa área do conhecimento humanista. Apenas no início do século XIX, passou a ganhar pompas de uma ciência concreta e aceita nas academias da Europa. Duas escolas se destacaram nesse processo: a escola Alemã, com sua teoria do determinismo geográfico, que deu início ao processo de interpretação do espaço como forma de poder e conquista. Os principais pensadores desse período foram Humboldt, Ritter e Ratzel, que reafirmava que o território e sua expansão eram vitais para a construção de uma sociedade imperialista. Afirmava também que o ambiente(natureza) condicionava as relações sociais e poderiam dificultar ou ampliar as condições de sociabilidade, ou seja, o homem era visto apenas em seu aspecto biológico. Sendo assim, desconsiderava-se seu aspecto social. Muito dessa teoria fortaleceu o discursos expansionista da Alemanha do início do século XIX.

Outra escola muito importante para o pleno desenvolvimento do conhecimento geográfico foi a Francesa, principalmente com o geógrafo Vidal de La Blache, liberalista, grande crítico da teoria alemã do determinismo geográfico – e sugeria, como contraponto ao pensamento de Ratzel, a teoria do Possibilismo Geográfico, na qual propõe que o homem seja o principal ator condicionante e modificador do meio, ou seja, o ponto de partida do pensamento geográfico. É na escola francesa que o homem e suas transformações no meio ambiente, por meio do trabalho e de suas tecnologias, se firmam como o principal objeto de estudo da Geografia moderna. Apesar do liberalismo francês, a Geografia ainda estava muito prisioneira do “poder” e da geopolítica de expansão territorial, como afirmou o geógrafo Yves Lacoste: “isso [a geografia] serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra”(LACOSTE, 1989 p.1).

Em meados do século XX, a Geografia Crítica passa a ter um papel mais atuante nas questões de empoderamento social, propondo de forma crítica uma leitura de mundo que possibilite romper as amarras com o poder do capital, a geografia passa agir de maneira libertária, passando a atuar além dos muros da escolarização, deixando de ser apenas uma disciplina escolar e passando a configurar como instrumento de política pública, construindo também alicerces. Quando a ciência geográfica passa a ter um olhar mais crítico sobre o espaço construído e suas relações sociológicas e tecnológicas, muitos geógrafos passam a expor seus pensamentos de maneira mais libertária e crítica. Os mais importantes geógrafos da época foram Pierre George e David Harvey, que passam a estabelecer diálogos mais próximos com a sociologia, filosofia e a antropologia, em especial um diálogo mais amplo com a teoria marxista, discutindo como os espaços geográficos eram dinamizados e organizados de acordo com os bens de produção e os conflitos estabelecidos pela luta de classes.

Um geógrafo também entusiasta dessa linha de pensamento libertário e crítico foi o nosso baiano de Brotas de Macaúbas e um dos maiores nomes do pensamento geográfico na contemporaneidade. Estamos falando do intelectual e professor Milton Santos, ganhador do prêmio nobel da geografia, o Vautrin Lud, em 1994, com o livro Por uma geografia nova, da crítica da geografia a uma geografia crítica (1978). O professor Milton Santos propõe que o espaço geográfico se torne o principal objeto de estudo dessa ciência, que passa cada vez mais a ver o homem e suas estruturas de trabalho como condicionantes de suas análises interpretativas. Um dos objetos mais discutidos por ele é o intenso processo da Globalização econômica, instituído e dominado pelos países detentores do capital moderno. Milton afirmava que o processo de globalização não deveria ser controlado pelas classes dominantes e, sim, deveria ser demandado e incrementado pelas bases sociais do espaço construído, o lugar deve ser mais importante que o espaço mundializado.

No início do século XXI, com a intensificação e massificação das novas tecnologias da informação e da comunicação, o pensamento geográfico, que já estava consolidado como uma ciência humana e crítica, passa a se tornar cada vez mais uma ciência do poder, ou melhor, do empoderamento popular, ao alcance de todos, se tornando possivelmente uma ciência de contraponto ao unilateralismo do pensamento. E o que a geografia pode contribuir com a sociedade da informação? Não podemos negar, na contemporaneidade, as diversas forma de leituras e da construção de novas configurações de diálogos com o mundo “globalizado”, que vão além da palavra escrita. A imagem e, em especial, a fotografia, vem se tornando um forte instrumento de leitura e interpretação do espaço geográfico. Para Sontag, “a fotografia é um fenômeno que ocupa lugar central na cultura contemporânea”. A imagem pode ser uma forma mais dinâmica e um poderoso instrumento de diálogo no mundo globalizado, já que a escrita visual independe de entendimento direto, no que se refere à linguística, amplificando o modo de se expressar, por meio da interpretação imagética. A imagem deve ser compreendida como instrumento dialógico crítico no tempo e no lugar, problematizando e contextualizando as relações que se estabelecem no espaço geográfico e suas implicações. A imagem fotográfica produzida deve ser entendida e interpretada como sendo parte conceitual e de identidade do seu interlocutor. Quem produz uma imagem, conta sua própria história! Fotografar é construir uma narrativa visual própria, é compartilhar seu repertório cultural/geográfico, compartilhar sua territorialidade. Hoje, com a popularização das redes sociais, dos objetos educacionais livres, a democratização tecnológica nas produções audiovisuais e ao acesso aos aparelhos de telecomunicações, o ensino da geografia tem a possibilidade de democratizar seus discursos, desprendendo-se do chão acadêmico, que tanto os polariza. O professor e o estudante, principalmente da escola pública, passam a ser coautores de suas aprendizagens, deixando de serem meros espectadores do pensamento geográfico.

Como vimos amigos, a Geografia passou por diversas fases no desenvolvimento do pensamento humano e, por ser dinâmica e contemporânea, vem ampliando sua capacidade de ler e interpretar o espaço, livre das amarras do poder, possibilitando assim um olhar mais crítico sobre as relações sociais que se configuram e reconfiguram no “fazer” o mundo.

Deixemos as ciências humanas fazerem seus papéis: democratizar o pensamento.

REFERÊNCIAS

CLAVAL, Paul Charles Christophe. Geografia Cultural: um balanço. Geografia (Londrina), Londrina, v. 20, n. 3, p. 005-024, set./dez. 2011.<http://www.uel.br/revista/uel/index.php/geografia>

YVES, Lacoste. A geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. 2. ed. Campinas: Papirus, 1989.

Acesso em 02 de março de 2017 file:///home/peterson/Downloads/23-106-1-PB.pdf

Acesso em 02 de março de 2017 http://miltonsantos.com.br/site/biografia/

A Geografia e as mídias e tecnologias educacionais livres

Acesso em 02 de março de 2017 http://ambiente.educacao.ba.gov.br/

Acesso em 02 de março de 2017 http://geografiavisual.com.br/

Acesso em 07 de março de 2017 http://mira.educacaoaberta.org/





terça-feira, 19 de setembro de 2017

Nas Ondas da Rede no Soundcloud


Os episódios do programa da Rádio Anísio Teixeira, Nas Ondas da Rede, estão disponíveis no Soundcloud. Na playlist, encontram-se os dois episódios pilotos, 2 de Julho e Internetês, além das produções realizadas pelos estudantes da rede pública de ensino na Cobertura Colaborativa na Campus Party, que ocorreu de 09 a 13 de agosto deste ano.

Confiram:




Estudantes gravando na Cobertura Colaborativa na Campus Party

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Resultados do curso realizado em Côcos


Eis mais um resultado da formação em interpretação e produção de vídeos da Rede Anísio Teixeira, com foco na história local. Durante a construção do roteiro já dava para perceber que o filme revelaria fatos ainda não conhecidos pela maioria dos coquenses. O roteiro trazia a história em volta de um sítio arqueológico descoberto por acaso, durante a construção de uma rodovia, no município de Côcos, fronteira com Minas Gerais. Ao chegar no local, conduzidos pelo professor Fábio Barros (História), fomos impactados pela beleza do lugar que, de fato, precisa ser cuidado e preservado. Vimos e registramos inscrições gravadas nas rochas que podem ter sido feitas há muitos anos e isso precisa ser investigado por autoridades competentes no assunto. Ali fizemos tomadas incríveis, passando a ser, o lugar, o protagonista. Filme pronto e divulgado: os estudantes e professores se viram e aprovaram. Foi uma festa!




Se nada mais tivesse acontecido, nós da Rede Anísio Teixeira, como professores-formadores já estaríamos satisfeitos com a ampliação do conceito de leitura, tão necessária para as intervenções críticas que precisamos fazer, ainda mais diante de tanta manipulação da grande mídia. Nem todos em Côcos sabiam da existência do espaço escolhido para as gravações, muito menos sobre a importância histórica e cultural daquela região que precisa passar por estudos.

Visite a Plataforma Anísio Teixeira para mais vídeos.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Ping Pong com Mary Garcia Castro - Violências contra a mulher


Professora Mary Garcia Castro - Arquivo pessoal.

A violência contra a mulher é uma temática que mexe com todos nós que buscamos uma sociedade melhor. Superar os estados de agressividade que atingem as mulheres é uma meta dos que querem um mundo menos hostil. Pensando no debate em que está inserida essa questão, a equipe da Rádio Anísio Teixeira conversou a professora Mary Garcia Castro sobre o assunto, tendo como inspiração o quadro Filmei! – Tapas na Alma, da TV Anísio Teixeira / Rede Anísio Teixeira.

Mary é uma atuante socióloga, graduada pela Universidade Federal da Bahia e doutora pela Universidade da Flórida, além de pesquisadora da A Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais - Flacso e bolsista da CNPQ. Autora do livro Juventude e sexualidade no Brasil,  juntamente com Miriam Abramovay e Lorena Bernadete da Silva. Seus estudos e pesquisas versam sobre os temas: juventude, migrações internacionais, gênero, família, mulher, feminismo, identidades e cidadanias, modernidade e pós-modernidade e metodologia de pesquisa. Confira essa conversa:



Rádio Anísio Teixeira: Quais as principais formas de violência contra a mulher?

Mary Garcia Castro: São muitas as violências de gênero, ou seja, aquelas que estão relacionadas com a mulher e codificadas socialmente e que se dão também nas relações sociais entre homens e mulheres: violências verbais, violências físicas, violências psicológicas; violências institucionais (como educação sexista, padrões de beleza e publicidade que excluem algumas mulheres), violência obstétrica, no campo da saúde, entre outras,  e, claro, toda  aquela que a mulher sente como tal. Hoje violência de gênero engloba também lesbofobia, homofobia, transgenerofobia. Ver Lei Maria da Penha e Lei contra o feminicídio o que se conceitua como violência doméstica (um tipo, mas não o único de violência de gênero).

RAT: Quais os principais agressores?

MGC: Várias pesquisas indicam que a maior probabilidade é de o agressor ser o marido ou o parceiro sexual ou um conhecido.

RAT: Na sua opinião, qual o motivo das mulheres violentadas não aceitarem ajuda?

MGC: As mulheres violentadas sentem vergonha e pela ideologia dominante que elas absorvem, se sentem culpadas, como se tivessem "provocado" pela roupa que usaram e ou por não se comportarem de forma submissa.  É muito comum até em Delegacias perguntarem a queixante: "o que você fez para merecer essa surra?".  O amor romântico também é uma ideologia que colabora com a violência simbólica, ou seja, segundo Bourdieu, o tipo de violência em que a vítima não considera que foi violentada e ate desculpa o agressor - "foi por amor"; "é que ele é ciumento e gosta muito de mim". Por outro lado, há o medo, elas não têm para onde ir, se pobres, ou não serão bem vistas pela família e amigos, se forem classe média ou rica. E há a dependência econômica, como se livrar de uma pessoa com quem vive se não tem para onde ir? E existe ainda a síndrome da mãe, que atura tudo pelo amor dos filhos, "porque filho precisa de pai”.

RAT: É difícil para as agredidas se perceberem como vítimas?

MGC: Para muitas sim pela ideologia dominante que estimula baixa autoestima, a síndrome de mártir e o medo de ficar só.

RAT: Existe uma saída para esse grave problema?

MGC: Claro que há saídas! Não há país em que a taxa de violência contra a mulher é 0,  mas não do mesmo nível do Brasil.  Primeiro: políticas públicas que promovam autonomia econômica das mulheres; segundo: educação com perspectiva de gênero nas escolas, em que se trabalhe respeito ao outro, à outra; terceiro: Implementar as leis que temos, como a Maria da Penha e contra o Feminicídio. Já foi um ganho eliminar a punição de casos de agressões domésticas com uma cesta básica e, na Maria da Penha, se incluir a violência psicológica. Mas muitas mulheres não sabem seus direitos e muitos juízes se recusam a interpretar como devem as leis, deixando que suas posturas machistas prevaleçam; quarto: recursos para as Casas Abrigos, que foram multiplicadas no governo Dilma e tiveram recursos cortados no governo Temer, pois sem a alternativa de onde ir, como denunciar e sair do convívio com o agressor? O empoderamento das mulheres, por informação, apoio, educação antissexista, amparo econômico são básicos. E, claro, educação antissexista para os homens também e questionamento da noção de que amor e relação sexual não implicam a propriedade do outro, da outra.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Educação: caminhos, encontros e colaboração





Por: Marcus Leone


Quando o ato de aprender e ensinar acontece em uma via de mão dupla, isso, verdadeiramente, revela bons processos pedagógicos de construção do conhecimento e aprendizagem significativa, alicerçados no cuidado, no respeito e na colaboração.




E foi com esse espírito dialógico, afetivo e crítico que a Rede Anísio Teixeira realizou mais uma formação em produção de mídia onde compartilhou, interagiu, trocou e, coletivamente, construiu saberes com uma equipe formada por setenta e oito educadores do GESTAR, colegas animados, interessados e competentes. Esse encontro formativo aconteceu em Valença durante os dias seis e sete de julho com carga horária de dezesseis horas. Os educadores da Rede Anísio Teixeira, Geraldo Seara, Marcus Leone e Peterson Azevedo, com uma metodologia dinâmica (perspectiva teórico-prática), mediaram uma formação em “Introdução para a produção de vídeo” no referido encontro. Em tal formação, os educadores potencializaram a interação com e entre os sujeitos participantes, assim como estimularam e auxiliaram a criação de conteúdos audiovisuais autorais pela turma.




A formação transcorreu em uma sequência lógica de conteúdos e ações básicas necessárias para a produção e edição de vídeo, tendo como foco o viés educacional. Nesse contexto, os cursistas tiveram aulas sobre: roteiro, etapas de produção audiovisual, linguagem audiovisual, as funções no set de filmagem, captação de imagem, som e edição de vídeo. O mais interessante nesse processo é que a proposta do curso objetiva produzir vídeos com recursos mínimos, com o que é possível fazer no cotidiano escolar, ou seja, é primar pela simplicidade e viabilidade dos processos de produção, sem negligenciar a qualidade. Para tanto, os recursos tecnológicos usados foram minimalistas, nesse sentido, os participantes aprenderam e produziram vídeos, capturando imagens e som com celulares e microfones improvisados, utilizando fones de ouvido.






Ao final da formação, os colegas cursistas cumpriram o desafio proposto e exibiram suas produções audiovisuais como trabalho de conclusão do processo. A integração entre os educadores da Rede Anísio Teixeira e os cursistas do GESTAR foi muito boa, assim como a reciprocidade no cuidado e admiração. Considerando esse contexto favorável, evidencia-se então uma relação de sucesso entre esses dois programas cujo principal objetivo é potencializar e promover cada vez mais a escola pública.





Marcus Leone O. Coelho
Educador da Rede Anísio Teixeira

As imagens são fotogramas das câmeras de making of.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Rede AT visita Rádio Web Juventude CEGRS



Professores da Rede AT, estudantes do CEGRS e professora Josefa


Por: Joalva Moraes


Na tarde dessa quinta-feira (07), eu, Geize Gonçalves e Carlos Barros visitamos as instalações da Rádio Web Juventude, no Colégio Estadual Governador Roberto Santos, bairro do Cabula.

A rádio, inaugurada em outubro de 2015, é resultado do sonho da professora Josefa Lima e lhe rendeu sua tese de Doutorado. Contando com a participação de 30 estudantes do Ensino Médio, Josefa conseguiu fazer com que esse projeto acontecesse, numa pequena sala, na área externa do colégio, mas com uma estrutura que agrega funcionalidade e bom gosto.

Professora Josefa idealizadora do projeto da rádio web


24 horas no ar, exceto nos finais de semana, a Rádio Web Juventude apresenta uma grade de programação toda organizada pelos estudantes, desde a escolha das músicas até a concepção e produção dos programas.



Joalva Moraes e Carlos Barros em entrevista para a Rádio Web Juventude


Em nossa visita, fomos entrevistados, com transmissão ao vivo via web e pelas caixas de som espalhadas pelo colégio. Excelente trabalho da professora Josefa e dos meninos e meninas do Colégio Estadual Governador Roberto Santos. Esse encontro foi apenas o início de uma promissora parceria.



segunda-feira, 6 de junho de 2016

Educador da Rede AT Lança Livro no Palacete das Artes

Carlos Barros no lançamento de seu livro.

No dia 25 de maio, no Palacete das Artes, ocorreu o lançamento da segunda edição da série editorial Sons da Bahia. Na oportunidade, foram lançados cinco títulos inéditos que contaram com o apoio financeiro do Fundo Estadual de Cultura da Bahia, dentre eles, o livro do educador da Rede Anísio Teixeira, Carlos Barros.


Carlos, que é músico e mestre em Ciências Sociais, utilizou a música popular como referência, analisando as configurações e reconfigurações da identidade cultural dos baianos, tendo como foco a trajetória de quatro importantes artistas contemporâneos: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethania e Gal Costa. Assim. Doces e Bárbaros – Um Estudo sobre Construções de Identidades Baianas reflete a importância desses artistas na renovação da Música Popular Brasileira e a grande influência que exercem nos meios de comunicação de massa. 




Calos Barros autografando.




A proposta da série Sons da Bahia, da Pinaúna  Editora, é de ocupar essa lacuna, trazendo historiografias e reflexões relacionadas à música no estado, nos seus vários universos, estilos e momentos. Idealizado pela antropóloga Bárbara Falcón, o projeto tem duplo objetivo: dar à produção musical baiana tratamento acadêmico e, ao mesmo tempo, aproximar o grande público de trabalhos de pesquisa, normalmente, restritos à academia. “A ideia é democratizar conhecimento, trazer para as pessoas um pouco do que está sendo refletido dentro das universidades”, diz Bárbara, que é também a curadora da Série. No ano de 2012, foram lançados os três primeiros volumes, que tiveram como tema a vida e obra de Assis Valente, e o reggae de Cachoeira e da Bahia. Em sua segunda edição, a série Sons da Bahia acolhe cinco pesquisadores que desenvolveram seus trabalhos nos âmbitos do mestrado e doutorado. Tratando de temas diversos, que vão do pagode ao samba chula, do Ilê Aiyê aos Doces Bárbaros e um título sobre Maria Bethânia, temos um novo e especial panorama da música feita a partir do estado.



Além da obra de Carlos Barros, também foram lançados os livros Cantador de Chula – O Samba Antigo do Recôncavo, de Katharina Doring; Os Belos, O Transito e A Fronteira – Um Estudo Socioantropológico sobre O Discurso Autorreferente do Ilê Aiyê, de Carlos Ailton da Conceição; Uma Crítica Cultural do Pagode Baiano – Música que se Ouve, se Dança e se Observa, de Neli Ari Lima e Oyá-Bethânia – Os Mitos de um Orixá nos Ritos de uma Estrela, de Marlon Marcos Vieira Passos.




Geize Gonçalves, Carlos Barros e Joalva Moraes.








sexta-feira, 3 de junho de 2016

Será Que as Cores Influenciam o Consumo?

Por: Geize Gonçalves


Nós seres humanos assimilamos as cores através do sentido da visão, que transmite a informação para o cérebro. Então quando escolhemos uma cor estamos lidando com estímulos imediatos.

Subjetivamente as cores influenciam no emocional do individuo, seja para o positivo ou para o negativo. Elas fazem parte de nossa vida sendo utilizadas com símbolos onde agregamos significados que podem atrair clientes para uma logomarca, por exemplo, ou transmitir confiança para uma instituição.

Lembrando que as cores podem provocar diferentes sentimentos nas pessoas, para cada interesse, segmento e público, a cor pode agrupar determinados significados.

Vamos agora pensar nas grandes empresas de Fastfood. Que cores são mais marcantes nas famosas marcas de lanchonetes.



O que podemos observar é a evidencia do amarelo e do vermelho na maioria das marcas. E será que a escolha destas cores é feita de forma aleatória?

Então vejamos: O vermelho e o amarelo são cores primarias, cores quentes. que são diretamente ligada a felicidade, paixão, entusiasmo e alegria. O vermelho estimula o apetite e o prazer, e é a cor da paixão. O amarelo traz a representação da felicidade, é uma cor que deixa as pessoas felizes e cheias de energia, e também esta ligada ao apetite. Bem, já que o interesse destas empresa é o consumo de alimento estas cores foram empregadas com esta intenção.

Agora, pensem nas marcar de governo, ou em instituições financeiras. A grande maioria destas empresas optam pela utilização do azul como cor predominante.



O Azul também faz parte das cores primarias, no disco das cores. Esta no grupo das cores frias, que representa calma e profissionalismo. Ele representa calma, confiança, produtividade, segurança e transmite a sensação do sucesso. O azul é a cor séria, comumente utilizada em marcas institucionais ou corporativas. Geralmente as marcas governamentais ou de instituições financeiras que desejam agregar confiança e credibilidade exploram esta cor.

Cada pessoa percebe as cores de maneiras diferentes. Vejamos aqui algumas das percepções comuns que são associadas a cores específicas no ocidente:

  • Vermelho: representa poder, energia, amor, ternura, agressão, colisão e paixão. É a cor que estimula todos os tipos de apetites e o prazer;

  • Amarelo: A cor amarela ajuda o seu cérebro a liberar serotonina, que faz as pessoas se sentirem felizes e cheias de energia. otimismo, entusiasmo, diversão, confiança, originalidade, criatividade, desafiador, acadêmico e analítico, sabedoria e da lógica são associados a essa cor;

  • Azul: símbolo da verdade, conservadorismo, segurança, tecnologia, limpeza (principalmente quando combinado com o branco) e ordem. O azul escuro é ideal para os negócios porque simboliza a estabilidade financeira, profissionalismo e fidelidade;
  • Laranja: O laranja é uma cor atrativa, mas também pode ser considerada agressiva e imperativa, pois apela para a ação do consumidor. Representa criatividade, alegria, entusiasmo, diversão, alta espiritualização e juventude;

  • Verde: Desde sempre se convencionou o verde como a cor da esperança, mas essa cor também carrega outros significados, como criatividade, frescor, calma, harmonia, saúde, dinheiro, natureza, tranquilidade. abundância, equilíbrio e positividade;

  • Roxo: Usado para representar produtos de luxo e de alto valor o roxo (combinação de vermelho e azul) sugere mistério, concentração, valor, justiça, autoridade, sofisticação, realeza e espiritualidade;

  • Preto: O preto é tecnicamente a absorção de todas as cores. Representa rigidez, clássico, conservador, formalidade, mistério, seriosidade e tradição;

  • Branco: Representa limpeza, inocência, paz, pureza, refinamento, esterilidade, simplicidade, confiabilidade e rendimento.


Embora a percepção de cor é um tanto subjetivo, existem alguns efeitos de cores que têm um significado universal, e quando bem empregada, pode gerar a sedução e o convencimento para o consumo. Claro, que os sentimentos sobre cor são muitas vezes intrínseco de cada pessoa e enraizada em sua própria experiência cultural. Se pensarmos na cor branca, por exemplo, é usada em muitos países do Ocidente como representação da pureza e da inocência, mas no Oriente é visto como um símbolo de luto. A cor vem sendo usada intencionalmente por revista, televisão, estabelecimentos comerciais e governamentais como ferramenta de atração. 


Ela pode ter uma influência sobre a forma como pensamos e agimos, esses efeitos estão sujeitos a fatores pessoais, culturais e situacionais.







Referências:


http://www.auladearte.com.br
http://www.psychology.about.com
http://www.consumidoresdigitais.com.br/psicologia-das-cores-e-sua-influencia-nas-vendas/
https://metzgeralbee.com/our-thoughts/color-psychology-the-powerful-role-it-plays-in-branding/

segunda-feira, 16 de maio de 2016

O Programa de Rádio da Rede AT está chegando!



Gravação da entrevista com a professora Claudia Pessoa

Por: Joalva Moraes


O projeto Nas Ondas da Rede  tem a pretensão de  realizar, durante o ano letivo de 2016, 10 programas temáticos, de 5 minutos, com abrangência nas áreas do conhecimento, das diversas disciplinas escolares, numa perspectiva inter e transdisciplinar. Serão utilizadas, como meio de distribuição, a web, através do Ambiente Educacional Web, e a Rádio Educadora FM, em parceria com o Instituto de Radiodifusão da Bahia/IRDEB.

Gravação da enquete com estudantes do Colégio de Aplicação
Anísio Teixeira

O programa será dividido em três quadros, contando com a participação de estudantes e professores das escolas públicas baianas, em enquetes e entrevistas. Também serão apresentadas dicas culturais, trazendo lugares e filmes que tenham relação com o tema do episódio.

Gravação da entrevista com o professor Milton Moura

O piloto terá como tema o Dois de Julho. Os demais vão tratar de: O “Internetês” como língua virtual/real; As águas da cidade e o problema da poluição; Nas ondas do rádio. O que é o rádio e como funciona; O que é o dinheiro?; Os estrangeirismos (palavras de outras línguas incorporadas ao português brasileiro); A cultura da perfeição e os cuidados com o corpo; A geografia de Salvador: entre vales e ladeiras; Os alimentos e sua química; Salvador e seu  desordenado crescimento urbano (transportes, violência, saúde).


As entrevistas já começaram a ser gravadas e logo mais estaremos no ar. Aguardem!


segunda-feira, 18 de abril de 2016

IAT Oferece Formações para Professores e Estudantes em Vitória da Conquista

Estudantes participando da Oficina de Interpretação Cênica

Até o próximo dia 24 de abril, professores e estudantes da rede estadual de ensino, poderão realizar as inscrições para as formações ofertadas pelo Instituto Anísio Teixeira (IAT), por meio do Programa de Difusão de Mídias e Tecnologias Educacionais - Rede Anísio Teixeira. As atividades, que serão realizadas em Vitória da Conquista, buscam estimular o uso de software livre na educação, bem como a preparação dos participantes para a interpretação cênica e produção audiovisual.

As Oficinas de Interpretação Cênica e Produção de Vídeos Ficcionais, que serão realizadas em parceria com o Centro Juvenil de Ciência e Cultura, entre os dias 02 a 13 de maio, têm como proposta formar multiplicadores e produtores do fazer audiovisual por meio da preparação de professores e estudantes para a produção e interpretação de vídeos ficcionais nas escolas. Estas oficinas acontecem de segunda a sexta-feira, durante duas semanas. A inscrição pode ser feita nos links abaixo.
Já a formação Memórias e Identidades, promovida em parceria com a Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/Ufba), busca formar estudantes e professores para a produção de vídeos documentais que valorizem e reafirmem a cultura e identidade das comunidades em que estão inseridos. As inscrições devem ser feitas, no link abaixo, por grupos de até cinco pessoas, sendo quatro estudantes e um professor. A formação acontece de 29 de abril a 17 de junho, sempre às sextas e sábados.

Formulário - Formação Memórias e Identidades
Baixe as chamadas públicas para mais informações
 
::
Contador de Visitas Para Blogs